segunda-feira, 16 de novembro de 2009

NA GAIOLA




A grande gaiola da sociedade
armadilha para os poetas
prisão dos pensadores, 
recinto de intimidação.
Qual chance eu tenho de sai ileso? 
Já me chamam de louco,
paranóico, 
pois bem, sou louco,
frenético, mas 
sou livre.

Não me interessam
as iscas mórbidas 
e as falsas promessas 
e a fama, 
estou com os pés na lama
fria
sou árvore que cresce,
pequena fagulha de poesia,
sou teatro encoberto,
conto de tolo,
fora da gaiola, da grande gaiola 
donde muitos estão presos,
por dinheiro, por status
estou só, sem nome, mas livre.

Franz Tagore / jornalmatuto@hotmail.com / http://www.flickr.com/photos/fotosmatuto/

Nenhum comentário:

Postar um comentário