Quem me procura na aparência antiga de lagarta?
Não me encontrará. Pois foi a metamorfose,
que deu-me asinhas coloridas.
Há pouco era um louco,
que varria das vistas
o verde das folhas.
Tanta clorofila,
Tanta fila,
Fiquei
Feio.
Agouro?
Agora não mais.
Apenas transformação,
Crescimento retilíneo das asas,
Desenvolvimento da imaginação.
Estou vívido nos campos da vida que aflora,
Afora das tendas do preconceito, eis que tinha no peito.
Tenho ido e vindo no meio da flora, nos bons sentimentos d’agora.
Quem me deu bons fluídos, a natureza, a florzinha, ou a poesia desta hora?
FRANZ TAGORE

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