Não digo que sejam libertos,
Os cidadãos mundanos
Descendentes da opressão.
São na verdade a ‘casta’
Escrava dos ‘arquitetos’
Que hoje os domina.
Mulheres e homens
Desestruturados mentalmente,
Devagar, lentamente...
Vão-se em filas grandes,
Juntos, contritamente,
Bamboleando suas vidas,
Delineando suas dúvidas.
Na America que não chega
Nunca esta tal de dignidade,
Que só as verdades dos ricos
Prevalecem, mas impostas,
Sem respostas para a fome,
Sem nome para as crianças,
Que vivem na lama,
Sem saber, sem ‘grana’.
Um restinho de espera
Ecoa no vazio como esperança,
Resta esperar um milagre(?)
Tem gente que não crer,
Si é mesmo verdade a ‘missa’,
Suas premissas vão dizer:
Que a terra é grande,
E poucos são seus donos.
Nas ruas vivem gente,
Fora de casas, ‘apartadas’
Dos luxuosos apartamentos.
Gente sem nome,
Dormindo ao relento,
Nas calçadas fétidas
Dos cuspes do dia a dia.
Onde estão os meus
Antepassados?
Que passam por este
Tão triste decadente
Andamento.
Cegos! Inoperantes!
Deixam-se seduzir
Pelas migalhas largadas,
Contentam-se com lixo,
Com o capricho dos ‘donos’
Do mundo.
Libertação?!
Libertação?!
Reajam aos dominadores
Não deixem que os façam
Escravas e escravos indiretos,
Sejam resistentes
A duradoura batalha
Que outrora perdemos.
Mas que agora
Estamos prestes a vencer.
E viver é preciso?
Basta de história ‘furada’
Tomemos o leme desta
Grande barca, e rememos
Ao norte libertador,
Longe das tiranias
Dos que nos afligem.
Libertação! Libertação!
jornalmatuto@homail.com http://www.flickr.com/photos/fotosmatuto/

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