
Uma vida por dentro
Que só sinto quando sento
Aquieto-me compenetrado
Afadigado e sem fôlego
Um fogo me queima
Qual leite da morte
Vinho tinto de amante
Grosseira voz de carrasco
Suicídio num penhasco
Palhaço com cara feia
Triste dia de chacina
Cocaína que corre nas veias
Dum talentoso empresário,
Mas, os talentosos são
Os primeiros a si pintarem
Quando o apito misterioso
Os chama, seus espíritos
inflamam-se, se derramam
No corpo desnudo
Um barulho miúdo faz terror
No ouvido do cético cego.
Uma vida por perto
Qual minh'alma ignora
É história de estrada vazia
Vazo inquebrantável da memória.
Franz Tagore jornalmatuto@hotmail.com / http://www.flickr.com/photos/fotosmatuto/

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