descobrindo um novo Brasil
escondido das flâmulas turísticas,
nos estreitos bosques mineiros,
por entre as planícies pantaneiras,
nas areias ásperas do Sertão
de Canudos,
nos mangues e praias desertas
do litoral amazônico,
dos atônitos Pampas,
e nas corredeiras águas das florestas tropicais.
Descobrindo um Brasil
destelhado nas praças das capitais,
nos centros históricos
herança dos colonizadores
que nos deixaram apenas imagens,
e a bela língua portuguesa.
Descobrindo um Brasil
de comunidades nativas
de descendentes indígenas,
de índios autênticos,
de quilombolas,
e futebol
meninos que já nascem cracks,
uma fatia miúda de educação
e menos distribuição de renda,
descobrindo um Brasil alegórico
nas inspiradoras obras populares,
e os pilares de fortificação dum povo,
de novo
as mesmas panelas e feijão com arroz,
o samba de roda, capoeira
e terceira resistência
a erudição
que exclui os menos influentes.
Descobrindo um Brasil místico
de riquezas e possibilidades infinitas
e quem não quer ser brasileiro
ou ao menos morar
neste lindo pedaço de chão?
Descobrir nos sorrisos diários
a majestosa felicidade,
a doçura do ‘’bem querer’’,
do “meu amor”.
Descobrindo um Brasil que é novo
que é velho
um Brasil impossível de não gostar
uma pátria amada pelo mundo.
Franz Tagore
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