Cobras mortas no caminho
Imã de pênis nas pernas
Sémem derramado na vagina
Resto de prazer e cópia
De romance rasgado, espalhado
Na peça da casa
Luz acesa na sala
Varanda vazia de vozes
Suor escorrendo nas costas
Seios redondos nas mãos
Beijos molhados de saliva
Néctar, Mel, vinho seco
Mamilos arrepiados
Tocados por dedos habilidosos
Beijo de língua no umbigo
Gritos baixos
Cama rangendo no chão
Movimento repetidamente solto
Entre um corpo e outro
Esquecimento do mundo.
Pelos pubianos que se roçam
Abarcamentos apertados
Unhas cravadas nas nádegas
Cheiro de sexo no quarto
Gozo despejado no rosto.
Franz Tagore

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