Num suspiro de alívio
Paro e contemplo
As novas nuvens
Que apontam o horizonte.
Massas abstratas
Tingidas de Hélio,
Trazem esperança de chuva
Neste que é um semideserto.
A beira da estrada que caminho
Um ninho emanharado
Do sol doce da manhã,
Que sobe rápido
Na linha horizontal da aurora
E vou-me embora
Depois duns suspiros
E de ouvir os cantos
Dos passarinhos,
E vou-me sozinho
Andante neste caminho,
Pedregoso, espinescente,
Sem mágoas,
Sem tristeza,
E nem exatidão
Do meu destino.
De menino, sem mimo.
Franz Tagore

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