terça-feira, 27 de outubro de 2009

VENTO NA JANELA


O frio da solidão
Entra pela janela,
E não tenho você
Para me agasalhar,
Nem na cama logo mais
À noite,
Nem na noite d’outro dia
Que virá.
Apenas o fantasma
Dum vulto colorido
Que transpassa
As paredes desta casa.
E do lado de fora da janela
Um céu que outrora
Era azul,
Mas que agora chora
E tem cor cinza,
E sem rima
As estrofes andam a esmo
E nem eu mesmo sei
Donde pisar.
Rastejo os lugares
Por onde nos amamos
E sem saber onde você estar
Procuro-te em qualquer parte.

Franz Tagore

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