quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

VEIAS PULSANTES





Borbulhas de amor
nos lençóis encharcados
com nosso gozo,
besouros errantes
e zumbidos penetrantes
nas partes aguçadas  
por nossas línguas vadias,
veias pulsantes 
e ébrio poeta galopando
nas suas curvas ventrais,
veneno ácido despejado 
na virilha 
do seu corpo, pouco a pouco
sacodes seus seios 
agora saltitantes 
e vibra num delírio sem igual,
Quantas vezes amor?
Sabor de manga doce
o suor que escorre 
nos seus lábios íntimos
invictos das oferendas
da minha boca ingênua 
viciada a sua isca,

e rolamos juntos pro chão

adormecemos sanados.

Franz Tägore

jornalmatuto@hotmail.com / http://br.olhares.com/galeriasprivadas/browse.php?user_id=173243


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