Borbulhas de amor
nos lençóis encharcados
com nosso gozo,
besouros errantes
e zumbidos penetrantes
nas partes aguçadas
por nossas línguas vadias,
veias pulsantes
e ébrio poeta galopando
nas suas curvas ventrais,
veneno ácido despejado
na virilha
do seu corpo, pouco a pouco
sacodes seus seios
agora saltitantes
e vibra num delírio sem igual,
Quantas vezes amor?
Sabor de manga doce
o suor que escorre
nos seus lábios íntimos
invictos das oferendas
da minha boca ingênua
viciada a sua isca,
e rolamos juntos pro chão
adormecemos sanados.
Franz Tägore
jornalmatuto@hotmail.com / http://br.olhares.com/galeriasprivadas/browse.php?user_id=173243

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